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Ciência

Sonhar pode gastar a energia do cérebro mais rápido do que ele repõe

Durante o sono REM, o sangue e o combustível que chegam ao cérebro aumentam. Mas a energia realmente disponível dentro dos neurônios cai. Cientistas japoneses chamam isso de paradoxo energético do sonho.

Por Redação Watermouse Media28 de setembro de 20264 min de leitura

O sono REM é a fase em que a gente mais sonha, e sempre foi um enigma: o cérebro fica quase tão ativo quanto acordado, só que dormindo. Um novo estudo japonês olhou para o que acontece com a energia do cérebro nesse momento e achou algo que parece uma contradição.

A equipe da Universidade de Tohoku mediu, ao mesmo tempo, o fluxo de sangue e os níveis de energia dentro dos neurônios durante o sono REM. O suprimento de sangue ao cérebro começa a subir até antes de o REM começar, e o combustível trazido pelas células de apoio (o piruvato produzido pelos astrócitos) também aumenta. Seria de esperar que, com mais combustível chegando, sobrasse mais energia. Aconteceu o contrário: o ATP, a "moeda" de energia imediata dos neurônios, cai de forma clara.

A leitura dos pesquisadores é que sonhar exige um processamento interno tão intenso que os neurônios queimam energia mais rápido do que conseguem repor, mesmo com o abastecimento reforçado. É como um carro que enche o tanque e acelera tanto que o ponteiro cai assim mesmo. Daí o nome: um paradoxo energético, mais combustível entrando e menos energia disponível.

Por que isso importa no Brasil

Dormir mal é epidemia no Brasil, com muita gente convivendo com insônia, apneia e noites picadas. Entender que o sono REM é um momento de gasto energético altíssimo do cérebro ajuda a explicar por que ele é tão importante para consolidar memória e regular o humor, e por que perder essa fase cobra um preço. Não é uma receita de tratamento, mas é o tipo de peça básica que a ciência precisa encaixar antes de entender melhor distúrbios do sono e sua ligação com saúde mental, algo que interessa a milhões de brasileiros.

Fonte: com base em comunicado divulgado pelo ScienceDaily sobre estudo da Universidade de Tohoku publicado na revista Communications Biology (setembro de 2026). Cobertura original da Watermouse Media, com contexto para o leitor brasileiro. Os fatos são atribuídos à fonte; o texto não é uma tradução. Não é orientação médica.

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