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Sarcófago romano de Westminster Abbey provavelmente guardava os restos de um monge medieval

Datação por radiocarbono dos ossos indica que a pessoa morreu entre 987 e 1052, no fim do período saxão. Um consultor da abadia aponta dois abades como candidatos, e a identificação é tentativa.

Por Redação Watermouse Media3 de novembro de 20263 min de leitura
Fachada lateral gótica de Westminster Abbey, em Londres, com arcobotantes e pináculos, vista do gramado em frente
Fachada de Westminster Abbey, em Londres. Imagem ilustrativa, não mostra o sarcófago. Foto: Paul Gillett, CC BY-SA 2.0, via Wikimedia Commons.

Um sarcófago romano de Westminster Abbey, em Londres, provavelmente guardava os restos de um monge medieval. A datação por radiocarbono dos ossos aponta que a pessoa morreu entre 987 e 1052, no fim do período saxão. O achado foi anunciado em comunicado da Taylor & Francis, e o estudo saiu no Journal of the British Archaeological Association. O texto em que nos baseamos é uma nota curta da revista Archaeology.

Um sarcófago reaproveitado

Os restos humanos foram encontrados, segundo a nota, em 1820 num sarcófago romano com o nome Valerius Amandinus, descrito como um britânico rico que viveu entre cerca de 300 e 400. Na tampa há uma cruz latina de entre os séculos X e XI, o que sugere que o sarcófago foi reutilizado na época medieval. Um resíduo branco marcou uma estrutura retangular no interior, interpretada como um caixão de madeira que se decompôs, e a substância branca foi identificada como cal espalhada sobre os restos no enterro.

O que a análise indica

A análise dos ossos, feita por James Young Langthorne, da Pre-Construct Archaeology, indica um homem de cerca de 1,75 m (5 pés e 9 polegadas), com 35 a 49 anos na morte. Warwick Rodwell, da consultoria de arqueologia da abadia, aponta dois candidatos: Aelfwig, abade do mosteiro beneditino de Westminster, morto por volta de 1020, e Wulnoth, seu sucessor, morto em 1049. "Temos dois candidatos viáveis para o ocupante do sarcófago", diz Rodwell (tradução livre).

Para entender o contexto

A Abadia de Westminster, em Londres, é um dos templos mais antigos da Inglaterra, e foi reconstruída por Eduardo, o Confessor, no século XI. Ela guarda túmulos de reis, rainhas e figuras importantes, e fica em uma região onde havia um mosteiro mais antigo. O período saxão, que o texto menciona, é a fase da história inglesa anterior à conquista normanda de 1066.

A datação por radiocarbono mede a idade de restos orgânicos, como ossos, com margem de erro de décadas, e por isso não aponta uma pessoa, e sim um intervalo. Ligar um esqueleto a um nome, como o de um abade, depende de documentos históricos e é, nesse caso, apenas uma hipótese.

Termos úteis

  • Período saxão: Fase da história inglesa anterior à conquista normanda de 1066.
  • Radiocarbono: Método de datação que mede o carbono-14 em restos orgânicos.
  • Abade: Chefe de uma abadia ou mosteiro.

As ressalvas

A identificação é tentativa: a nota diz que os restos "podem ter sido identificados" e que "poderiam pertencer" a um dos dois. O texto não cita análise de DNA nem outro método para ligar os restos a uma pessoa específica, e o reaproveitamento do sarcófago é deduzido da cruz medieval, sem outra evidência descrita. Também não informa as datas da escavação, da datação por radiocarbono ou da análise dos ossos. A foto desta matéria mostra a abadia, não o sarcófago.

Fonte: com base em nota da revista Archaeology (23 de outubro de 2026), sobre estudo no Journal of the British Archaeological Association, divulgado pela Taylor & Francis. Cobertura original da Watermouse Media, com contexto para o leitor brasileiro. Os fatos são atribuídos à fonte; o texto não é uma tradução.

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