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Níger proíbe venda de combustível das 21h às 6h para tentar normalizar o abastecimento

O governo diz que a medida temporária permite reabastecer os postos depois de uma escassez em todo o país. Sindicato de taxistas pede que a regra seja revista, e o texto não informa as causas da falta nem até quando valerá.

Por Redação Watermouse Media7 de novembro de 20263 min de leitura
Uma rua larga de terra em Niamey, capital do Níger, com árvores dos dois lados e motos estacionadas
Rua de Niamey, capital do Níger. Imagem ilustrativa, não mostra a escassez de combustível. Foto: Lars Rosendahl Appelquist, CC BY-SA 4.0, via Wikimedia Commons.

O governo do Níger passou a proibir a venda de gasolina nos postos entre 21h e 6h, em todo o país, exceto em postos designados, segundo a Africanews. A justificativa oficial é permitir que os fornecedores, entre eles a Companhia Nigerina de Petróleo (Sonidep), reabasteçam os postos, melhorem as operações e garantam as entregas depois de uma escassez de gasolina que atinge o país. A medida é descrita como temporária, mas o texto não informa por quanto tempo valerá.

O que muda

Além do toque de recolher nos postos, está proibida a venda de combustível em galões fora dos postos em todas as áreas que tenham pelo menos um posto. As autoridades pediram que os nigerinos mostrem "compreensão e civismo" (tradução livre). Moradores de Niamey, a capital, e de outras cidades dizem que as filas nos postos atrapalham o trabalho e o dia a dia.

O efeito sobre quem trabalha com transporte

Moussa Idé Boubacar, taxista, disse que ficou dois dias sem conseguir pagar as prestações do veículo. Segundo o relato feito à reportagem, a receita diária é de cerca de 20.000, dos quais 8.000 vão para as prestações e 12.000 para o combustível (a reportagem não informa a moeda). O sindicato de taxistas Synctaxi pediu que o toque de recolher seja flexibilizado. Para o secretário-geral, Ganda Sanda, "para conseguir combustível é preciso autorização" e "o posto precisa ficar aberto o dia todo" (tradução livre). O sindicato apela ao governo regional para reconsiderar a regra, "porque não nos serve" (tradução livre), e diz que o setor de transporte contribui de forma significativa para o desenvolvimento do país.

O que a reportagem não traz

O texto não explica as causas da escassez, como problemas de importação ou de fornecimento, nem informa a duração do toque de recolher. A reportagem é assinada pela redação da Africanews, não cita Reuters, AFP nem outra agência para o conteúdo, e a foto da matéria original é de 2024. Uma reportagem anterior do mesmo veículo, de 19 de outubro de 2026, já tratava de motoristas parados em Niamey por falta de combustível.

Para entender o contexto

O Níger é um país da região do Sahel, sem litoral, que depende de rotas terrestres para importar e exportar mercadorias, incluindo combustíveis. Sua economia é frágil e passou por mudanças políticas importantes desde o golpe militar de 2023, com efeitos em acordos regionais e no comércio com vizinhos.

Medidas como a proibição da venda de combustível à noite buscam controlar o abastecimento, evitar estoques em galões e filas, e dar tempo para os postos se reabastecerem. A reportagem não explica as causas da escassez, e esse é o ponto central a acompanhar: soluções administrativas aliviam o sintoma, mas a resposta depende de oferta, transporte e preços.

Termos úteis

  • Sahel: Faixa de transição entre o Saara e as savanas ao sul, de clima seco, que cruza vários países africanos.
  • Escassez de combustível: Situação em que a oferta de combustível não atende à procura em um local.
  • País sem litoral: País sem saída direta para o mar, dependente de vizinhos para comércio exterior.
Fonte: com base em reportagem da Africanews (25 de outubro de 2026). Cobertura original da Watermouse Media, com contexto para o leitor brasileiro. Os fatos são atribuídos à fonte; o texto não é uma tradução.

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