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Ciência

As primeiras estrelas podem explicar as galáxias "estranhas" que o James Webb achou

Astrônomos mediram estrelas gigantes e "pobres em metais" e descobriram que seus ventos são bem mais fracos do que se pensava. Isso muda como elas vivem e morrem, e pode explicar por que o telescópio James Webb vê galáxias antigas tão esquisitas.

Por Redação Watermouse Media24 de setembro de 20264 min de leitura

Desde que entrou em operação, o telescópio espacial James Webb virou uma máquina de perguntas: ele enxerga galáxias do universo muito jovem que parecem brilhantes e complexas demais para a época. "O Webb abriu um monte de novas perguntas sobre a evolução dessas galáxias antigas, elas são estranhas", resume a astrônoma Grace Telford. Um novo estudo que ela lidera pode ter achado uma peça que faltava, e ela está nas estrelas.

O trabalho, da Universidade de Utah, faz parte de um projeto chamado TEMPOS, que mede estrelas do tipo O, as mais massivas e quentes, em galáxias anãs próximas que são "pobres em metais", ou seja, com pouca quantidade de elementos além de hidrogênio e hélio, parecidas com as primeiras galáxias do universo. A equipe analisou 29 dessas estrelas com o Telescópio Espacial Hubble e descobriu algo inesperado: quando o ambiente tem menos de cerca de 10% dos metais do Sol, os ventos estelares (o material que a estrela expele) enfraquecem muito mais rápido do que as previsões antigas indicavam.

Parece um detalhe técnico, mas muda o roteiro de vida dessas estrelas. Ventos mais fracos significam que elas seguram mais massa ao longo da vida, o que altera como explodem em supernova e quanta energia e matéria devolvem para a galáxia, justamente os ingredientes que regulam a formação de novas estrelas. Aplicado ao universo primitivo, isso ajuda a entender por que as galáxias antigas vistas pelo Webb crescem e brilham de um jeito que os modelos não previam.

Por que isso importa no Brasil

Astronomia não tem passaporte: o céu é o mesmo para todo mundo, e o Brasil tem uma comunidade ativa de astrofísica em universidades públicas, além de participação em grandes observatórios internacionais. Entender como as primeiras estrelas moldaram as primeiras galáxias é uma peça central da história de como o universo, e tudo o que há nele, chegou até aqui. É também um lembrete de que boa parte da ciência que reescreve nossos livros vem de medir com cuidado coisas aparentemente pequenas, como o vento de uma estrela distante.

Fonte: com base em comunicado divulgado pelo ScienceDaily sobre estudo da Universidade de Utah (projeto TEMPOS) publicado no The Astrophysical Journal Supplement Series (setembro de 2026). Cobertura original da Watermouse Media, com contexto para o leitor brasileiro. Os fatos são atribuídos à fonte; o texto não é uma tradução.

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