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Pedras do Devil's Arrows vieram de rochedos a 18 km, e não da fonte mais próxima, indica estudo

Pesquisadores da Curtin University rastrearam, com fita adesiva e grãos minerais, a origem do maior alinhamento de pedras pré-históricas da Grã-Bretanha. A ideia de que o local tinha valor simbólico é apresentada como possibilidade.

Por Redação Watermouse Media5 de novembro de 20265 min de leitura
Duas pedras altas e finas de pé em um campo arado, com árvores sem folhas ao fundo e céu azul
Duas das pedras do Devil's Arrows, perto de Boroughbridge, em North Yorkshire, na Inglaterra. Foto: Dave Dunford, CC BY-SA 4.0, via Wikimedia Commons.

As pedras do Devil's Arrows, o alinhamento de pedras pré-históricas mais alto que sobrevive na Grã-Bretanha, vieram de Brimham Rocks, cerca de 18 km (11 milhas) de distância, e não de uma formação mais próxima, segundo um estudo liderado pela Curtin University, da Austrália, com a Universidade de York. O trabalho, de Anthony Clarke (primeiro nome da lista de autores), Jim Leary e Chris Kirkland, saiu na Proceedings of the Royal Society A (2026; 482(2345); DOI 10.1098/rspa.2026.0504). O texto-base é um comunicado da Curtin University, divulgado em 9 de setembro de 2026 e reproduzido pelo ScienceDaily.

As pedras e o método

O alinhamento fica perto de Boroughbridge, em North Yorkshire. Cada pedra pesa cerca de 25 toneladas (55 mil libras), e a fileira chega a 7 metros de altura. Segundo os pesquisadores, elas foram provavelmente transportadas e erguidas no fim do Neolítico ou no início da Idade do Bronze, possivelmente por volta de 2000 a.C. Antes, Plumpton Rocks, mais perto, era apontada como a provável origem.

Para testar isso sem danificar o monumento, a equipe usou uma técnica de baixo impacto: fita adesiva para recolher grãos minerais minúsculos. Os grãos foram analisados para obter uma "impressão digital" de idade e comparados com amostras de possíveis fontes. O resultado combinou com Brimham Rocks. O grupo também descartou transporte natural, como o movimento de geleiras, o que indica que as pedras foram movidas por pessoas.

O que os autores sugerem

Para os pesquisadores, os construtores escolheram de propósito uma fonte distante e difícil, em vez da mais próxima. Eles propõem que a paisagem de Brimham Rocks pode ter tido significado cultural, simbólico ou espiritual. O comunicado apresenta isso como possibilidade, e não como conclusão estabelecida. Entre os próximos passos estão aplicar a técnica a outras pedras de origem incerta e fazer escavações no Devil's Arrows e na área de origem recém-identificada, para esclarecer quando e como as pedras foram movidas e erguidas.

Para entender o contexto

Os Devil's Arrows, ou flechas do diabo, são grandes pedras em pé perto de Boroughbridge, no norte da Inglaterra, o maior alinhamento de monólitos pré-históricos da Grã-Bretanha. As pedras têm até cerca de sete metros de altura e fazem parte de uma paisagem ritual mais ampla, com outros monumentos da Idade da Pedra e do Bronze.

Rastrear de onde veio a pedra mostra o esforço de quem a transportou: arrastar blocos de toneladas por 18 km, provavelmente sem rodas, exigia coordenação de muita gente, o que reforça a hipótese de que o local era importante. O valor simbólico é uma interpretação, já que não há registros escritos desse tempo.

Termos úteis

  • Monólito: Grande pedra única, geralmente fincada no chão, usada em monumentos pré-históricos.
  • Proveniência: Origem de um material, como o lugar de onde uma rocha foi retirada.
  • Arenito: Rocha formada por grãos de areia compactados.

As ressalvas

A data do transporte é uma estimativa ("possivelmente por volta de 2000 a.C.") dentro de um intervalo mais amplo, do fim do Neolítico ao início da Idade do Bronze. Como o comunicado foi editado para estilo e tamanho, vale consultar o estudo original para os detalhes da amostragem e da comparação geológica.

Fonte: com base em comunicado da Curtin University republicado pelo ScienceDaily (9 de setembro de 2026), sobre estudo publicado na Proceedings of the Royal Society A (2026; DOI 10.1098/rspa.2026.0504). Cobertura original da Watermouse Media, com contexto para o leitor brasileiro. Os fatos são atribuídos à fonte; o texto não é uma tradução.

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