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Ciência

Coração humano regenera músculo após infarto, mostra estudo inédito

Pela primeira vez, cientistas viram células do músculo cardíaco humano voltarem a se dividir depois de um infarto. O achado derruba um velho dogma da medicina.

Por Redação Watermouse Media15 de setembro de 20263 min de leitura

Por muito tempo, a medicina tratou o coração como um órgão que não se conserta: a área destruída por um infarto viraria cicatriz, e ponto final. Um estudo da Universidade de Sydney, na Austrália, acaba de mostrar que a história é mais complexa. Pela primeira vez, pesquisadores demonstraram que células do músculo cardíaco humano conseguem, sim, voltar a se dividir depois de um infarto.

A pesquisa, feita em parceria com o Baird Institute e o Royal Prince Alfred Hospital e publicada na revista Circulation Research, encontrou evidências de que os cardiomiócitos, as células que fazem o coração bater, podem reentrar no processo de divisão celular após o dano. É a primeira vez que esse mecanismo de reparo é observado no coração humano, contrariando a ideia de que a região lesionada seria totalmente incapaz de se regenerar.

Antes de qualquer empolgação, os próprios autores freiam: a resposta natural é fraca demais para repor todas as células perdidas em um infarto. O coração tenta se recuperar, mas o esforço é pequeno diante do estrago. A boa notícia é o que isso abre: se existe um mecanismo de reparo, ele pode, em tese, ser estimulado. Os cientistas agora querem descobrir como turbinar esse processo natural, o que apontaria um caminho novo para tratar a insuficiência cardíaca, hoje uma condição sem cura.

Por que isso importa no Brasil

As doenças cardiovasculares são a principal causa de morte no Brasil, respondendo por centenas de milhares de óbitos por ano, e o infarto está no topo dessa lista. Quem sobrevive a um ataque cardíaco muitas vezes convive com um coração enfraquecido e com insuficiência cardíaca, uma das maiores fontes de internação no SUS. Um tratamento que consiga amplificar a capacidade do próprio coração de se reconstruir mudaria a vida de milhões de pessoas. Ainda é ciência básica, longe do consultório, mas é o tipo de descoberta que redefine o que é possível.

Fonte: com base em comunicado da Universidade de Sydney sobre estudo publicado na revista Circulation Research, em parceria com o Baird Institute e o Royal Prince Alfred Hospital (2026). Cobertura original da Watermouse Media, com contexto para o leitor brasileiro. Os fatos são atribuídos à fonte; o texto não é uma tradução.

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