O Brasil no meio da tabela: onde fica entre 23 países da América Latina em renda, vida longa, internet, floresta e desigualdade
Comparamos o Brasil com os 23 países latino-americanos de 1 milhão de habitantes ou mais em sete indicadores do Banco Mundial. O país está no meio da tabela em renda e saúde, bem à frente em floresta e quase no topo da lista em desigualdade.
O Brasil costuma ser comparado com o mundo inteiro, mas a régua mais justa é a vizinhança. Pegamos os 23 países da América Latina e do Caribe que têm 1 milhão de habitantes ou mais e olhamos onde o Brasil fica em sete indicadores do Banco Mundial. A posição 1 é sempre o maior valor.
Renda, vida longa e internet: no meio da tabela
O PIB por pessoa do Brasil é de US$ 10,7 mil, o 10º entre 23. Lideram Porto Rico (US$ 40,6 mil), Uruguai (US$ 25,2 mil) e Costa Rica (US$ 20,0 mil); o Haiti fecha a lista, com US$ 2,7 mil. Na expectativa de vida, o Brasil tem 76,0 anos e fica em 11º, atrás de Porto Rico (81,9), Chile (81,4) e Costa Rica (81,0). No uso de internet, são 84,5% da população, o 8º lugar; o Chile tem 95,6%, o Uruguai, 92,0%, e a República Dominicana, 91,0%.
Onde o Brasil se destaca, para o bem e para o mal
A cobertura de floresta é o ponto alto: 58,5% do território, o 3º lugar, atrás só do Panamá (62,2%) e da Costa Rica (59,1%). No outro extremo está a desigualdade: com índice de Gini de 50,3, o Brasil é o 2º mais desigual entre os 21 países com dado, atrás da Colômbia (54,4). A República Dominicana, com 39,0, tem a menor desigualdade entre eles.
Segurança e saúde infantil
A taxa de homicídios do Brasil é de 19,3 por 100 mil habitantes, a 9ª mais alta entre 23. Jamaica (49,4), Equador (45,7) e Haiti (41,2) têm as maiores; Bolívia (4,4), Cuba (4,5) e Argentina (4,5), as menores. Na mortalidade infantil, o Brasil registra 12,3 mortes por mil nascidos vivos, a 10ª mais alta entre 22 países com dado. O Haiti tem 39,0, e Chile (5,8) e Uruguai (6,2) têm as menores.
O que isso mostra
O retrato é o de um país médio na região, com uma vantagem natural clara e um problema estrutural de distribuição de renda. A posição pouco muda quando se troca o indicador de renda, mas o ranking é sensível a quem entra na lista, e é por isso que explicitamos o critério.
Para entender o contexto
O Banco Mundial organiza os países por região, e a de América Latina e Caribe reúne desde países grandes, como Brasil e México, até pequenas ilhas. Para uma comparação justa, usamos só países com 1 milhão de habitantes ou mais, o que deixa 23 na lista.Comparar posições ajuda a ver onde um país se destaca em relação aos vizinhos, mas não diz o quanto ele está longe do primeiro ou do último. Por isso, trazemos também os valores de cada indicador.
Termos úteis
- PIB por pessoa: valor da produção de um país dividido pelo número de habitantes, em dólares correntes.
- Índice de Gini: medida de desigualdade de renda de 0 a 100; quanto maior, mais desigual.
- Mortalidade infantil: mortes de bebês antes de completar um ano, por mil nascidos vivos.
- Posição (ranking): lugar do país numa lista ordenada; aqui 1º é o maior valor.
As ressalvas
Os valores são os mais recentes disponíveis de cada país, entre 2021 e 2025, e o ano de referência pode variar. Porto Rico é um território dos Estados Unidos, e entra porque o Banco Mundial o lista na região. O Gini tem dado para 21 dos 23 países, e a mortalidade infantil, para 22. Dados de homicídio dependem de registros que variam de país para país. Posição não mede qualidade de vida por si só: um 10º lugar em renda pode esconder grandes diferenças dentro do país. Se achar algum número estranho, avise a gente.
Gostou? Receba as próximas.
As histórias que não chegam em português, uma vez por semana, em 3 minutos de leitura. Sem spam.
Ao assinar, você concorda em receber a newsletter (com confirmação e link para sair em todo envio) e, conforme a política de privacidade, com o uso dos seus dados para medição e anúncios.