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Comércio entre África do Sul e China sobe cerca de 24% com a tarifa zero, diz embaixador chinês

De maio a agosto, o comércio bilateral chegou a quase US$ 15 bilhões, segundo o embaixador da China. Os números são de uma fonte do governo chinês, e a África do Sul ainda negocia mais segurança para os exportadores.

Por Redação Watermouse Media30 de outubro de 20264 min de leitura
O terminal de contêineres do porto de Durban, na África do Sul, com guindastes vermelhos e um navio de carga
O terminal de contêineres do porto de Durban, na África do Sul. Imagem ilustrativa. Foto: Pechristener, CC BY-SA 3.0, via Wikimedia Commons.

O comércio entre a África do Sul e a China chegou a quase US$ 15 bilhões entre maio e agosto, uma alta de cerca de 24% em relação ao ano anterior, segundo dados apresentados pelo embaixador chinês no país. O salto veio depois de Pequim adotar, em maio, um regime temporário de tarifa zero para exportações qualificadas de países africanos.

Os números foram divulgados pelo embaixador Wu Peng na quinta-feira (22 de outubro de 2026): as exportações sul-africanas para a China subiram quase 25%, para US$ 5,3 bilhões, e as importações vindas da China subiram 23%, para US$ 9,47 bilhões. As exportações agrícolas sul-africanas para os chineses chegaram a quase US$ 500 milhões no período, mais de 35% acima do ano anterior.

O que o governo sul-africano diz

À frente do Ministério do Comércio, Indústria e Concorrência, Parks Tau pediu que as empresas aproveitem o "acesso livre de tarifas ao mercado chinês" (tradução livre) e afirmou que o governo ainda negocia para dar aos exportadores segurança de longo prazo e proteger a indústria local. Ou seja, o arranjo de tarifa zero não é apresentado como permanente. O texto não informa o prazo de validade nem a lista completa dos produtos qualificados.

Pelas contas dos números acima, a África do Sul teve um déficit de cerca de US$ 4,2 bilhões com a China no período. Esse cálculo é nosso, a partir dos valores do embaixador, e não aparece na reportagem original.

O pano de fundo: a relação com os Estados Unidos

Ampliar as exportações para a China faz parte da estratégia sul-africana de abrir novos mercados enquanto a relação com os Estados Unidos piora e crescem as barreiras possíveis. Washington estendeu até 2028 a AGOA, a lei que dá acesso sem tarifas ao mercado americano a produtos africanos, mas, segundo Tau, a África do Sul corre o risco de ser excluída. O presidente americano, Donald Trump, criticou várias políticas internas e externas da África do Sul e afirmou que o governo persegue africâneres brancos, o que o governo sul-africano nega.

Para entender o contexto

A China é a maior parceira comercial da África do Sul há mais de uma década, e o país exporta principalmente minérios e importa máquinas e eletrônicos chineses, o que costuma deixar a balança comercial desequilibrada. Em 2025, a China anunciou tratamento de tarifa zero para produtos de países africanos com os quais mantém relações diplomáticas, medida que busca ampliar o acesso de exportadores africanos ao mercado chinês.

Um aumento de comércio depois da tarifa zero é um indício, e não prova, do efeito da medida: o comércio entre dois países também varia com preços de commodities, câmbio e demanda. Como a fonte é um representante do governo chinês, os números merecem conferência com dados oficiais sul-africanos, e o desafio apontado é garantir que exportadores consigam cumprir requisitos sanitários e de qualidade para vender de fato.

Termos úteis

  • Tarifa zero: Isenção de imposto de importação sobre determinados produtos.
  • Balança comercial: Diferença entre o valor exportado e o importado por um país.
  • Barreira não tarifária: Exigência, como normas sanitárias ou de qualidade, que dificulta a entrada de produtos mesmo sem imposto.

As ressalvas

Os dados foram apresentados pelo embaixador chinês e a reportagem original, da Africanews com agências, não os verifica de forma independente. "Quase" e "cerca de" indicam valores arredondados, e o texto não deixa claro qual é a base de comparação da alta de 24%.

Fonte: com base em reportagem da Africanews, com agências, publicada em 23 de outubro de 2026. Cobertura original da Watermouse Media, com contexto para o leitor brasileiro. Os fatos são atribuídos à fonte; o texto não é uma tradução.

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