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30 países já têm mais de 20% da população com 65 anos ou mais, e o Brasil está em 11,5%

Pelos dados do Banco Mundial para 2025, o Japão lidera, com 30,0% de idosos, seguido de Porto Rico, Itália e Portugal. O Brasil fica em 59º entre 159 países, perto da média mundial ponderada pela população. No outro extremo, 63 países têm menos de 5%.

Por Redação Watermouse Media3 de novembro de 20265 min de leitura
Gráfico de barras horizontais com a porcentagem de população com 65 anos ou mais em 13 países, com o Brasil destacado
Gráfico: Watermouse Media, com dados do Banco Mundial (população com 65 anos ou mais, 2025).

O mundo está envelhecendo, mas não na mesma velocidade. Pelos números do Banco Mundial para 2025, 30 dos 159 países com 1 milhão de habitantes ou mais já têm mais de 20% da população com 65 anos ou mais. O Brasil, com 11,5%, ocupa a 59ª posição, uma faixa intermediária.

Os mais velhos do mundo

O Japão lidera, com 30,0% de idosos, bem à frente de Porto Rico (25,3%), Itália (25,1%), Portugal (24,9%), Grécia (24,4%) e Finlândia (24,2%). Alemanha e Hong Kong aparecem com 23,7%. Entre os 30 países acima de 20%, quase todos são da Europa ou do Leste Asiático, como a Coreia do Sul (20,3%) e a França (22,5%).

Onde o Brasil se encaixa

O Brasil tem 11,5%, acima da média mundial ponderada pela população dos 159 países, de cerca de 10,4% (cálculo nosso). Está atrás de China (14,9%), Rússia (17,8%) e Estados Unidos (18,4%), e à frente de México (8,5%), Indonésia (7,5%), Índia (7,4%) e Nigéria (3,1%).

No outro extremo

Em 63 países, menos de 5% da população tem 65 anos ou mais. Os menores índices são os do Catar (1,7%), dos Emirados Árabes Unidos (1,8%), da Zâmbia (2,0%), do Chade (2,1%), de Uganda e da República Centro-Africana (2,2%). No Golfo, o resultado reflete o grande número de trabalhadores estrangeiros jovens; na África Subsaariana, taxas de natalidade altas e expectativa de vida menor.

O que isso significa

Quanto maior a parcela de idosos, mais pesa o gasto com aposentadorias e saúde e menor tende a ser a parcela de pessoas em idade de trabalhar. O Brasil ainda tem uma janela demográfica mais favorável que países como o Japão ou a Itália, mas a parcela de idosos aumenta a cada ano. Veja também o ranking de expectativa de vida.

Para entender o contexto

A população com 65 anos ou mais é o grupo que o Banco Mundial usa para medir o envelhecimento. Ele cresce quando as pessoas vivem mais e quando nascem menos crianças, e cai com a entrada de muitos jovens, como imigrantes.

Países ricos envelheceram primeiro, ao longo de décadas. Países emergentes, como o Brasil, estão fazendo a mesma transição em menos tempo, o que dá menos tempo para adaptar sistemas de saúde e de previdência.

Termos úteis

  • População com 65 anos ou mais: porcentagem de habitantes com 65 anos ou mais; usada como medida de envelhecimento.
  • Janela demográfica: período em que há mais gente em idade de trabalhar do que dependentes (crianças e idosos).
  • Média ponderada: média em que o peso de cada país é a sua população.
  • Expectativa de vida: número médio de anos que um recém-nascido viveria com as taxas de mortalidade de hoje.

As ressalvas

Os dados são estimativas do Banco Mundial para 2025, e a média ponderada de 10,4% é um cálculo nosso, com os 159 países da amostra. A parcela de idosos depende de natalidade, mortalidade e migração, e não mede, por si só, o peso sobre a economia: isso depende também de renda, de idade de aposentadoria e de saúde. O texto não projeta o futuro. Se achar algum número estranho, avise a gente.

Fonte: Banco Mundial, World Development Indicators, indicador de população com 65 anos ou mais (% do total), referência 2025, atualização de out/2026. Cálculo e gráfico da Watermouse Media, para 159 países com 1 milhão de habitantes ou mais. Análise própria da Watermouse Media com dados públicos do Banco Mundial. Os números são calculados por nós a partir da base; o texto não é tradução nem resumo de outra matéria.

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