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Tecnologia

Com 13 íons, um computador quântico recriou matéria "surgindo do nada"

Físicos da Universidade Duke usaram um simulador quântico de apenas 13 átomos para reproduzir a formação de partículas a partir de energia pura, um processo ligado aos primeiros instantes do universo.

Por Redação Watermouse Media28 de setembro de 20264 min de leitura

Transformar energia pura em matéria parecia coisa reservada ao Big Bang ou a gigantescos aceleradores de partículas como o do CERN. Um grupo da Universidade Duke acaba de reproduzir a física por trás desse processo usando uma máquina minúscula em comparação: um simulador quântico feito de apenas 13 íons, átomos eletricamente carregados e presos por campos e lasers.

O time do Duke Quantum Center codificou nessa fileira de 13 íons um fenômeno chamado "quebra de corda". A ideia: imagine dois blocos de matéria ligados por uma espécie de elástico de energia. Quando você os afasta, a tensão aumenta, até que, em vez de o elástico simplesmente arrebentar, a energia acumulada se converte em novas partículas, que "aparecem" no ponto de ruptura. É uma das primeiras vezes que esse processo é simulado assim, ajustando com feixes de laser como cada íon interage com os vizinhos.

O resultado, publicado na revista Nature Physics, mostra que computadores quânticos de íons aprisionados podem virar laboratórios de bolso para testar perguntas fundamentais da física, daquelas que hoje só se investigam em experimentos caríssimos. Não é um computador que resolve seu e-mail mais rápido: é uma ferramenta para recriar, em cima da bancada, pedaços do funcionamento do universo.

Por que isso importa no Brasil

A computação quântica é uma corrida global de bilhões, e o Brasil tem grupos de física quântica ativos em universidades públicas, além de um interesse crescente do país em não ficar de fora dessa tecnologia. Notícias assim ajudam a desfazer um mal-entendido comum: o computador quântico não serve (por enquanto) pra tarefas do dia a dia, mas sim pra simular a natureza em detalhes impossíveis nos computadores comuns, de novos materiais e remédios até a origem da matéria. Entender pra que ele serve de verdade é o primeiro passo pra acompanhar essa disputa.

Fonte: com base em comunicado divulgado pelo ScienceDaily sobre estudo do Duke Quantum Center publicado na revista Nature Physics (setembro de 2026). Cobertura original da Watermouse Media, com contexto para o leitor brasileiro. Os fatos são atribuídos à fonte; o texto não é uma tradução.

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