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Bateria de sódio, sem lítio, passa nos testes de segurança da Hyundai

A startup californiana Unigrid validou com o grupo Hyundai uma bateria feita de sódio, um material barato e abundante, que não pegou fogo nos testes de abuso e funciona de -20°C a 60°C.

Por Redação Watermouse Media24 de setembro de 20264 min de leitura

Quase toda bateria que a gente usa hoje, do celular ao carro elétrico, depende de lítio, um metal caro, concentrado em poucos países e que, em certas condições, pega fogo. Por isso vale prestar atenção quando uma alternativa passa num teste sério: a startup californiana Unigrid anunciou que sua bateria de íon-sódio foi validada em conjunto com o Hyundai Motor Group.

A química usada é chamada de NCO (óxido de sódio e cromo, na sigla em inglês), e o ponto central foi a segurança. Nos testes de abuso conduzidos dentro do programa ZER01NE, da Hyundai, as células não pegaram fogo e não sofreram propagação térmica, aquele efeito dominó em que uma célula superaquecida contamina as vizinhas e vira incêndio. Além disso, mantiveram bom desempenho numa faixa ampla de temperatura, de -20°C a 60°C, e boa estabilidade mesmo descarregadas por completo.

A validação, concluída em agosto de 2026, não coloca a bateria no mercado da noite para o dia, mas destrava a próxima etapa: Hyundai e parceiros vão desenvolver juntos um sistema de armazenamento de energia (BESS) baseado nessa química. A aposta não é substituir o lítio no carro esportivo, e sim ocupar o espaço onde peso importa menos e segurança e custo importam muito, como o armazenamento de energia em rede e em fábricas.

Por que isso importa no Brasil

O Brasil gera cada vez mais energia solar e eólica, fontes que produzem muito em certas horas e nada em outras, o que torna o armazenamento em baterias uma peça-chave para não desperdiçar essa energia. Baterias de sódio ajudam nesse ponto por dois motivos que interessam ao país: sódio é abundante e barato (não depende da cadeia disputada do lítio) e a química é mais tolerante a calor, um ponto relevante no clima brasileiro. Se a tecnologia amadurecer, pode baratear o armazenamento de energia limpa e a estabilidade da rede, dois gargalos reais da transição energética por aqui.

Fonte: com base em comunicado da Unigrid divulgado via GlobeNewswire e cobertura da imprensa internacional de tecnologia (agosto de 2026). Cobertura original da Watermouse Media, com contexto para o leitor brasileiro. Os fatos são atribuídos às fontes; o texto não é uma tradução.

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