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Em 43 países, menos da metade da população usa internet, e 34 deles ficam na África Subsaariana

A base do Banco Mundial mostra 1,41 bilhão de pessoas em países onde menos de 50% da população usa internet. Sudão do Sul, Burundi e Uganda têm os menores índices, de 7% a 9%. O Brasil tem 84,5%.

Por Redação Watermouse Media2 de novembro de 20265 min de leitura
Gráfico de barras horizontais com os 14 países de menor uso de internet, do Sudão do Sul (7%) a Papua-Nova Guiné (19%)
Gráfico: Watermouse Media, com dados do Banco Mundial (porcentagem da população que usa internet; valor mais recente de cada país).

Quase todo mundo que lê isto está conectado, e é fácil esquecer que isso não vale para o planeta inteiro. Pelos dados do Banco Mundial, dos 159 países com 1 milhão de habitantes ou mais, 43 têm menos da metade da população usando internet. Juntos, eles somam cerca de 1,41 bilhão de pessoas.

Onde está o problema

Dos 43 países, 34 ficam na África Subsaariana. Os outros estão espalhados: três na Ásia Oriental e Pacífico, três no Oriente Médio e Norte da África, um no Sul da Ásia (Afeganistão), um na América Latina (Haiti, com 47,9%) e um na Europa e Ásia Central (Turcomenistão). Os índices mais baixos são os do Sudão do Sul (7%), do Burundi (9%), de Uganda (9%), do Chade (13%), da República Centro-Africana (14%) e da Eritreia (14%).

Os grandes países que ainda estão no meio do caminho

Entre os mais populosos abaixo de 50%, a Nigéria tem 41% de usuários (238 milhões de habitantes), a Etiópia, 22% (135 milhões), a República Democrática do Congo, 20% (113 milhões), a Tanzânia, 31%, o Quênia, 35% e Mianmar, 45%. É nesses países que a expansão da conexão mais mexe com o total mundial.

Comparação com o Brasil

O Brasil tem 84,5% da população usando internet, o 8º lugar entre 23 países latino-americanos. Calculamos ainda uma média mundial ponderada pela população dos 159 países da amostra: cerca de 72,3%. A diferença entre os extremos é grande: o uso no Brasil é mais de 12 vezes o do Sudão do Sul.

Para entender o contexto

Estar conectado depende de infraestrutura, de preço dos planos e dos aparelhos, de energia elétrica e de alfabetização digital. Em muitos países da África Subsaariana, a rede móvel cobre boa parte do território, mas o plano de dados custa muito em relação à renda.

A União Internacional de Telecomunicações, agência da ONU, reúne os dados enviados pelos países. Como cada um usa uma pesquisa própria, os números são comparáveis só em linhas gerais.

Termos úteis

  • Uso de internet: porcentagem da população que usou internet nos últimos três meses.
  • África Subsaariana: região do Banco Mundial que reúne os países ao sul do deserto do Saara.
  • UIT: União Internacional de Telecomunicações, agência da ONU que reúne estatísticas de conectividade.
  • Média ponderada: média em que o peso de cada país é a sua população.

As ressalvas

O indicador conta quem usou internet nos últimos três meses, segundo a União Internacional de Telecomunicações, e as pesquisas variam entre os países. Nem todos os dados são recentes: cinco dos 14 países do gráfico têm valores de 2016 a 2020 (Sudão do Sul, Eritreia, Iêmen, Turcomenistão e Sudão), e a situação pode ter mudado. A média ponderada de 72,3% é um cálculo nosso, com os valores mais recentes de cada país, e não uma estatística oficial. Quem usa internet pode usar pouco ou só pelo celular, o que não aparece nesse número. Se achar algum número estranho, avise a gente.

Fonte: Banco Mundial, World Development Indicators, indicador de uso de internet (União Internacional de Telecomunicações), atualização de out/2026. Cálculo e gráfico da Watermouse Media para 159 países com 1 milhão de habitantes ou mais. Análise própria da Watermouse Media com dados públicos do Banco Mundial. Os números são calculados por nós a partir da base; o texto não é tradução nem resumo de outra matéria.

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